sexta-feira, 3 de maio de 2013

Para o bem-estar, dinheiro nunca é demais, diz pesquisa

Estudo dos pesquisadores Betsey Stevenson e Justin Wolfers indica que não há um ponto a partir do qual maior renda não signifique mais bem-estar.
 
 
 
 
mulher segura balões
Se houver um ponto de saciedade, a partir do qual mais renda não signifique mais bem estar, esse ponto ainda não foi alcançado, segundo os pesquisadores



São Paulo – Um estudo dos pesquisadores Betsey Stevenson e Justin Wolfers publicado em abril mostra que dinheiro e bem-estar teriam, sim, uma relação direta – e não haveria um patamar a partir do qual essa relação cessaria.

A
conclusão dos pesquisadores da Universidade de Michigan foi que a relação entre o bem-estar e a renda não diminui com o aumento da renda e, se houver um ponto de saciedade, a partir do qual mais renda não signifique mais bem estar, esse ponto ainda não foi alcançado. Stevenson e Wolfers fizeram comparações entre países ricos e pobres e pessoas ricas e pobres independentemente do país.

O resultado vai contra a ideia de muitos estudiosos de que, uma vez que as necessidades básicas forem atingidas, o aumento da renda não está mais associado ao aumento do bem-estar. Essa é a ideia do Paradoxo de Easterlin, resultado de uma pesquisa apresentada pelo economista Richard Easterlin em 1974. A pesquisa indica justamente que, a partir de um certo ponto, o aumento da renda não eleva o bem-estar.
Easterlin falou sobre a pesquisa de Stevenson e Wolfers ao Market Watch. Para ele, ao comparar as pessoas em um ponto no tempo, aquelas com renda mais alta são geralmente mais felizes, mas não se pode generalizar a partir daquele momento para a relação ao longo do tempo.

Pesquisas

Outra pesquisa foi abalada em abril – mas de forma bem mais dura. Pesquisadores da Universidade de Massachussets encontraram erros no estudo "Crescimento em uma época de endividamento", dos economistas Carmen Reinhart e Kenneth Rogoff. O estudo trata dos efeitos negativos do endividamento no crescimento dos países e foi muito citado durante a Grande Depressão.

O economista
Paul Krugman, colunista do New York Times, foi um dos que repercutiu o ocorrido. “Muitos de nós nunca acreditamos nisso (...). Mas mesmo eu nunca havia sonhado que grande parte dos supostos resultados refletiam nada mais do que matemática ruim”, escreveu.

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